+
+
=
=
=
=
=
.
Conservatório
.
.
Cão.ção da Neve :
.
Batem leve, leve.mente
Como quem chama por mim
Será chuva ? Será gente ?
A cão.bada não é certa.mente
E a chuva não bate assim.
.
É talvez a ventania
Mas há pouco, há po.cão.chinho
Nem ´m agulha bulia
Na quieta melão.cão.lia
Dos pinheirais do cão.minho.
.
Quem bate assim, leve.mente
Cão tão estranha leveza ?
Não é chuva, nem é gente
Nem o vento, cão certeza.
.
Fui ver. A neve cão.ía
Do azul cãos.tanho do céu
Branca e leve, branca e fria
Há quanto tempo a não via
E que saudades, Deus meu.
.
Olho-a através da vidraça,
Pôs tudo da cor do linho
Passa gente, e quando passa
Os passos imprime, com traça
Na brancura do cão.minho.
.
Fico olhando esses sinais
Dos pobres, que cão.minham
E noto, por entre os mais
Os traços miniatur.ais
D´uns pézitos de cão.chopo
.
E descalcinhos, doridos
A neve deix´inda vê-los
Primeiro, bem definidos
Depois, em sulcos cão.pridos
Porque não podia ergue-los
.
Que quem já é pe.cão.dor
Sofra tormentos, enfim !
Mas as crianças, Senhor
Porque lhes dais tanta dor
Porque padecem assim ?!
.
E uma infinita tristeza
Uma funda turba.cão
Entra em mi, fic´em mim presa
Cai neve na Natureza
E cai no meu cora.cão .
.
.
NelitÓlivas






Sem comentários:
Enviar um comentário